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Fernando Dias

Administrador de Empresas, pai da Duda e da Gabi. Uma pessoa comum, compartilhando sua experiência como pai!

Saúde do homem melhora após participar do pré-natal

novembro 13, 2018 1 comment

img oa - Saúde do homem melhora após participar do pré-natal

O portal do Ministério da Saúde ( http://portalms.saude.gov.br) publicou o resultado da pesquisa “Saúde do Homem, Paternidade e Cuidado”, que aponta dados muito interessantes sobre o comportamento do homem com a paternidade. De acordo com a pesquisa, 8 em cada 10 homens presentes nas consultas de pré-natal, passaram a ficar mais cuidadosos com a saúde.

72,25% (26.965) dos pais ou cuidadores entrevistados participaram das consultas de pré-natal com suas parceiras no país. Desse total, 80,71% (21.763) afirmaram que esse envolvimento os motivaram a cuidar melhor da sua saúde. Os dados demonstram que a paternidade é a principal porta de entrada do homem na unidade de saúde para que ele também se cuide.

Veja matéria completa em: https://bit.ly/2DBUQ9x

NUTRIÇÃO E CÂNCER DE MAMA

outubro 17, 2018 0 comments
Bem-vindo Outubro Rosa, um mês muito especial na qual acontece a campanha de conscientização para toda a sociedade quanto á importância da prevenção e da detecção precoce do câncer de mama, uma das doenças que mais mata mulheres em todo o mundo. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), para o Brasil estimam-se 59.700 casos novos de câncer de mama, para cada ano do biênio 2018-2019, com um risco estimado de 56,33 casos a cada 100 mil mulheres.
Alguns estudos mostram que são dois fatores que levam uma pessoa a ter câncer de mama, a genética e o estilo de vida. O fator genético corresponde a cerca de 5% dos casos e são mais raros, porém quando presente, a chance de desenvolver o câncer de mama aumenta bastante. O estilo de vida está predominante em 95% dos casos pois o tabagismo, obesidade, sedentarismo, alimentos processados e industrializados ajudam no desenvolvimento da doença.
Para tanto é necessária a adoção de medidas no nosso cotidiano para ajudar a prevenir e diminuir os riscos de câncer de mama. Isso também vale não só para as mulheres mas para os homens também pois, apesar de ter uma incidência menor, eles também estão susceptíveis a ter a doença.
Seguem algumas dicas:
– As mulheres devem consultar com frequência o ginecologista e/ou mastologista para realizarem os exames de toque, ultrassonografia e mamografia de acordo com a idade e com o
histórico familiar;
– Ter uma alimentação saudável, ingerindo os alimentos com um intervalo de três em três horas entre as refeições e em pequenas porções. Consumir alimentos saudáveis e naturais, dando preferência aos orgânicos;
– Evitar alimentos industrializados, processados, fast-food, ricos em gorduras, sal e açúcares;
– Fazer atividade física regularmente: estudos mostram que a atividade física associada com a alimentação saudável ajuda a prevenir o câncer de mama e a diminuir as chances de recidiva
em mulheres que já tiveram a doença ou que estejam em tratamento antineoplásico;
– Ingerir alimentos ricos em fibras como as frutas, legumes, verduras e os alimentos integrais pois a fibra auxilia no correto funcionamento do intestino e este exerce um papel importante
no metabolismo dos hormônios sexuais femininos;
– Beber bastante água ao longo do dia, cerca de 2 litros. Evitar bebidas isotônicas e sucos em excesso, preferindo sempre a fruta ao suco;
– Manter o peso saudável, dentro da faixa normal. A obesidade é um fator de risco não somente para o câncer de mama mas para diversos outros tipos de canceres e outras doenças como as cardiovasculares e o diabetes;
– Evitar o tabagismo e o consumo frequente de bebida alcoólica.
Andressa Reis Werneck
Nutricionista Clínica e Oncológica – CRN 9: 3347

A MULHER E O CÂNCER DE MAMA: FALANDO DE SENTIMENTOS

outubro 10, 2018 0 comments
Quando uma mulher recebe um diagnóstico de câncer de mama, uma avalanche de sentimentos vêm à tona:
“O chão sumiu.”
“Pensei logo na minha morte, nos meus filhos.”
“Não sei como conseguir vencer esta doença.”
Estas são algumas falas tão comuns ao ouvirmos uma mulher que recebeu um diagnóstico de câncer de mama e está iniciando seu caminho em busca da cura. É desafiadora a trajetória, mas seguir em frente é necessário. O câncer causa um forte impacto no emocional da mulher, mas de sua família também. Não se adoece sozinho. A família adoece junto. Cada um com seus receios, angústias e evitando demonstrar sentimentos, mas o impacto é para todos.
Aceitar a doença é o primeiro passo. A partir deste momento outros planejamentos entram em cena, como: exames, consultas médicas, cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia e a vida vira de cabeça para baixo. Mas, e os sentimentos de todos? Certamente as mudanças são grandes, os papéis se invertem, os filhos, maridos/namorados, pais, irmãos, colegas do trabalho, todos estão sofrendo e evitando falar sobre o assunto. Mas falar é necessário, falar é saudável. Costumo dizer que ‘no
silêncio cabe tudo’, mas é melhor dizer o que lhe vêm do coração. Mesmo que pareça ‘não ser legal’ é sempre bom dizer. E é bom ouvir. Ouvir do marido que está difícil sim, mas que está junto. Perceber no olhar “meio de lado” dos filhos que eles te amam e estão torcendo para isto tudo acabar. Dos pais que visitam e nem tocam no assunto com medo de fazer
a filha sofrer.
O câncer de mama pode desestruturar alguns relacionamentos, mas as boas relações ficam mais fortalecidas e verdadeiras quando se compartilha e se supera junto as dificuldades. Portanto, falar e ouvir deve ser a regra número 1 para todos que estão juntos nesta jornada, que desejamos, tenha um final feliz.
Patrícia Campos Christo – 10/10/18
Psico-oncologista da Oncocentro

Uma paixão chamada Brasil!

junho 25, 2018 0 comments
Uma paixão chamada Brasil!

Não é de agora que nosso país não vive um bom momento político e econômico. Temos vários problemas sociais, de segurança pública, saúde e por aí vai. Isso não é novidade para nenhum de nós, não é mesmo?

Esses dias tenho visto muitos comentários e expressões de insatisfação com a Copa do Mundo, coisas do tipo: “Como torcer para a nossa seleção, com o país desse jeito?”. Eu entendo esse ponto de vista e também acho que a gente não precisa deixar de gostar de futebol, ou deixar de torcer para a nossa seleção por tal motivo – e essa é a minha opinião.

Acontece que a Copa do Mundo é mais um excelente momento para confraternizar com os amigos, reunir a família e os filhos para assistir aos jogos. É uma ótima oportunidade para vestir uma camisa do nosso país, esticar uma bandeira na janela e fortalecer o sentimento de nacionalismo, tão pouco difundido entre a nossa população, muito diferente inclusive de alguns países norte americanos ou europeus.

Lá em casa eu tenho aproveitado a Copa para introduzir este tipo de atitude com as minhas filhas. Mostra para elas o quanto é legal vestir e balançar uma bandeira do país em que vivemos, por mais problemas que ele tenha.

Estamos na nossa segunda copa do mundo juntos. Duda e Gabi estão curtindo as músicas alusivas à seleção, vestindo suas camisas (personalizadas com o nome delas!) e estão curtindo soltar o grito a cada gol do Brasil.

Fato é que, quando elas crescerem, vão lembrar destes momentos. Pare e pense onde você estava na final da copa de 94. Com quem você dividiu aquele momento? E quando fomos penta em 2002? Enfim, no futuro, minhas filhas vão lembrar que estávamos juntos, nos divertindo e torcendo pela seleção do nosso país, independentemente de qualquer coisa. Estamos criando nossas memórias afetivas!

E você, tem aproveitado a Copa ao lado dos seus filhos? Conte pra gente!

‘Mesmo se você tiver medo, não deixe de assistir ao parto do seu filho’

junho 22, 2018 0 comments

Texto que escrevi sobre assistir ao parto do seu filho para o blog Canguru Online

Certa vez, conversando com uma com uma médica, a Ana Ribeiro, ela me perguntou: “O que mais te chocou na sala de parto?”.

Eu respondi que, tirando um cano lotado de sangue que passava perto do meu pé, foi a naturalidade com que os obstetras trataram o procedimento.

No nascimento da Duda, o médico estava lá, operando e contando para os demais que haviam acabado de bater no carro dele. Disse que o veículo da outra pessoa era branco e que havia deixado a marca no para-choque do seu carro, que era preto. E assim foi… fazendo a cesariana e contando esse caso, e eu pensando: “Amigo, concentra aí! Foco! É o parto da minha filha!”.

É engraçado perceber que assim como nas nossas atividades, nos escritórios, nas nossas reuniões, sempre acontecem conversas paralelas, coisas alheias aos assuntos da empresa. E por que seria diferente com um médico obstetra? Não faz o maior sentido, né?

Acontece que nós pais, vamos a uma sala de parto uma, duas ou três vezes na vida. E aquele é um momento único para nós. Para aqueles profissionais, é mais um parto. Simples assim.

Entretanto, é importante ter em mente que todos que estão ali, do enfermeiro, ao chefe daquela equipe médica, estão devidamente preparados para aquela função, assim como nas nossas empresas.

Converse antes com o médico que irá fazer o parto do seu bebê, se inteire dos procedimentos e das rotinas que irão acontecer naquele dia, para que tudo não seja uma surpresa para você e que possa curtir, de fato, a chegada do seu bebê, lá mesmo na sala de parto. Afinal, esperamos nove meses para este momento.

Por fim, não deixe de assistir ao parto do seu filho. Mesmo que você tenha medo de sangue.

Posso garantir que você está prestes a viver a maior emoção da sua vida. Vai por mim, vai com medo de sangue, vai com medo de desmaiar, mas vá! Boa hora!

Texto: ‘Mesmo se você tiver medo, não deixe de assistir ao parto do seu filho’
Link: https://www.canguruonline.com.br/belo-horizonte/post/mesmo-se-voce-tiver-medo-nao-deixe-de-assistir-ao-parto-do-seu-filho

Licença paternidade na CLT: como funciona?

junho 26, 2017 0 comments
licença paternidade na clt

Ter um filho cria diversas expectativas na vida: esperar o nascimento, cuidar, poder ficar junto da criança, educá-lo da melhor forma. Contudo, com relação ao retorno ao trabalho, algumas dúvidas acabam surgindo. Para as mulheres, por um lado, é amplamente conhecido o direito à licença maternidade de 120 dias.

Porém, não são apenas as mães que têm direito ao benefício. Existe também previsão da licença paternidade na CLT, que funciona de forma distinta. Para esclarecer as dúvidas sobre o funcionamento desse instituto, continue a leitura deste post!

A licença paternidade na CLT

A licença paternidade é prevista de forma simples na CLT (art. 473, III), e passou a ser regulamentada também pela Constituição Federal (art. 7º XIX) e suas disposições transitórias (art. 10, § 1º).

Tem direito à licença tanto o pai biológico quanto o adotivo, sendo que, nos casos de adoção, a criança pode ter no máximo 12 anos.

Esse benefício permite que o pai se ausente do trabalho para auxiliar a mãe do seu filho no período pós-parto e realizar o registro de nascimento. É importante ressaltar que não é necessário existir vínculo matrimonial entre pai e mãe para que se tenha direito à licença.

Durante esse período, não haverá qualquer desconto salarial, de modo que o pai não sofrerá prejuízos. Contudo, é importante ressaltar que, durante a licença, é vedado exercer trabalho remunerado, sob pena de perder o direito ao benefício.

Período da licença

A licença paternidade na CLT dá direito a apenas um dia, durante a primeira semana após o nascimento, e foi garantido por uma lei de 1967.

Todavia, a previsão na Constituição a respeito da licença paternidade como direito social dos trabalhadores urbanos e rurais, a partir de 1988, em conjunto com suas disposições transitórias (art. 10, §1º), aumentou esse prazo para 5 dias.

A mudança foi reflexo da evolução da sociedade, que passou a valorizar o envolvimento do pai no cuidado dos seus filhos, o que antes era visto como uma tarefa predominantemente materna.

Com o passar dos anos, constatou-se a necessidade de a mãe ter um auxílio no período pós-parto, além do direito da criança e do pai a terem esse período de proximidade.

Seguindo essa linha de pensamento, recentemente a Lei nº 13.257/16 possibilitou, mais uma vez, a extensão do prazo da licença para possíveis 20 dias.

Para isso, a empresa em que o pai trabalha deve fazer parte do Programa Empresa Cidadã, do Governo Federal, que busca uma melhora na qualidade de vida dos trabalhadores, concedendo incentivos aos empregadores.

Como requerer a extensão

Para conseguir a licença de 20 dias, além de ser funcionário de uma empresa cidadã, é preciso participar de um programa ou atividade de orientação responsável.

É possível obter a certificação por meio do nosso curso de paternidade responsável, com duração de três meses, abordando a fase pré e pós-parto, ensinando também sobre as principais tarefas após o nascimento, como trocar fraldas, roupas, dar banho, etc.

O prazo para o requerimento da extensão do prazo junto à empresa é de dois dias úteis, contados do parto. Desse modo, é possível que o pai acompanhe de perto os primeiros momentos do filho, formando os laços afetivos e auxiliando a mãe nesse período

E aí, gostou do nosso post sobre a licença paternidade na CLT? Já está preparado para o nascimento do seu filho? Então deixe seu comentário e compartilhe sua experiência com a gente!

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Amor dividido

julho 28, 2016 0 comments
amor dividido

Sim. Um dia isso vai acontecer. O seu filho, seu garotinho, seu lindinho, vai amar uma outra mulher. Ainda estou longe disso acontecer (será??), afinal meu “filhinho” tem apenas 11 anos, mas como hoje em dia as coisas acontecem  antes do curso natural, já estou em fase de preparação. Mas sem sofrimento, pois acho que o amor pode ser dividido. Amor não é egoísta. A capacidade de amar se revela quando aprendemos a colocar no cesto da vida várias formas de amor.

Meu filho mesmo sem entender, escuta a mãe falando: “Filho, você vai arranjar uma moça bem boazinha que vai gostar de mim, não é mesmo?”. Parece cruel isso, não é? Já estou impondo algo na vida dele. Nossa!! Nunca imaginei que esse dia fosse chegar !! Ah, por isso que falam por aí que ‘mãe é tudo igual’, principalmente nesta questão de futura nora.  Mas, atirem a primeira pedra as mães de meninos que não já pensaram nisso. Será que sou a única!!??

Mas eu sou um pouco diferente, ou quero ser. Eu quero mesmo ter uma nora, desde que seja legal, educada e, principalmente goste de mim (risos). Não sei por que resolvi escrever sobre esse assunto, já que temos tantos outros: vida escolar, saúde, esporte etc. Talvez porque um dia isso vai acontecer. E vai!!

Com um filho entrando na pré-adolescência, nem tem como não pensar nisso. É o curso natural, são as escolhas da vida dele que virão, incluindo essa de ter outra mulher (que não seja a mãe). Talvez esse assunto esteja latente em mim, porque a vida sentimental é tão importante quanto a faculdade que ele irá cursar. Tudo na vida é preciso equilíbrio, harmonia, paz. E na vida sentimental também. Mas enquanto a futura nora não chega, ainda tenho que cuidar para que ele seja um bom menino, um bom rapaz, um bom filho, um bom esposo, um bom pai!

Por – Cris Miranda

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Brincar é coisa séria

julho 21, 2016 0 comments
brincar é coisa séria

O brincar é uma forma natural da criança se expressar. A criança carrega dentro de si uma possibilidade de recriação do mundo e das coisas. Brinca e transforma o que desejar em brincadeira, não havendo uma relação direta entre o objeto e o uso que a criança faz dele. É brincando que a criança começa a se introduzir no universo social, ou seja, o brincar conduz à experiência cultural.

Quando brinca de escola, exercita os papéis de aluno e professor; quando brinca de casinha, vivencia os papéis de pai, mãe, filho, e pode elaborar conteúdos inconscientes e experiências da realidade. Ela exercita a sua relação afetiva com o mundo, com as pessoas e com os objetos, o que vai lhe propiciar amadurecimento e uma maior segurança emocional. Além disso, a brincadeira estimula a curiosidade, a autonomia e proporciona o desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentração e da atenção.

Segundo Sigmund Freud, criador da Psicanálise, uma das atividades lúdicas da criança são os jogos com as palavras. Ele afirma que a criança experimenta prazer ao adquirir a língua materna e, assim, brinca com as palavras, se diverte com os seus variados ritmos, as repetições, rimas, ecos. Ele também observa que ao brincar, a criança cria um mundo de fantasias carregado de emoções.

As crianças têm sido incluídas no mecanismo do stress contemporâneo de acúmulo de atividades, e têm ficado sem tempo para brincar. Além disso, tem acontecido com frequência desse brincar genuíno ser atravessado por uma oferta excessiva de estímulos, de brinquedos e de objetos. A partir dos avanços da tecnologia, do uso do celular, da internet, dos “gadgets”, dos jogos cada vez mais elaborados, aumentam os casos chamados de “net adicction” (vício da Internet) também entre crianças. Elas apresentam, muitas vezes, em consequência disso, transtornos que necessitam de uma atenção clínica. Os sintomas, em geral podem ser: insônia, comportamento antissocial, queda no rendimento escolar, irritabilidade, ansiedade.

Sendo o brincar, uma experimentação singular, fruto de um processo interno, é desejável que o ambiente o favoreça, escutando a criança, deixando que ela se manifeste. O ato de brincar pode ser relacionado com várias formas de expressão. Construir um castelo de areia, explorar formas diversas com tijolinhos de madeira ou com legos, cantar, fazer mímica, dançar, pintar, desenhar entre outras atividades.

Para melhor se envolver com o universo lúdico da criança, é interessante que os pais resgatem suas próprias vivências afetivas com a brincadeira, lembrando que a criança que foram, pode aproximá-los da criança que eles têm. Nossa estruturação como sujeitos depende não só da nutrição e dos cuidados com o corpo, mas de afeto e laço que constituímos com o outro. É importante que os pais desenvolvam atividades relacionais com os filhos, desde bebês; embalando-os no colo, cantando, conversando, contando histórias.

Portanto, para a criança, é mais importante que os pais brinquem com ela do que lhe ofereça um excesso de brinquedos e atividades!

Por – Léa Nemer

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Criançada na Cozinha???

junho 30, 2016 0 comments
criançada na cozinha

Uma das boas estratégias para formular, ensinar e consolidar bons hábitos alimentares de meninos e meninas é levá-los para a cozinha.

A cozinha é um lugar com muitos significados: 1) perigosa!: há objetos pontiagudos e cortantes; fogo; líquidos quentes; e realmente se torna perigosa se as crianças não forem monitoradas por adultos; 2) trabalhosa!: a rotina diária de comprar alimentos; sanitizá-los; cozinhá-los; e ainda lavar tudo o que se sujou no preparo das refeições tira qualquer encanto e a vontade de, ainda, monitorar nossos filhos nesse espaço; 3) um lugar que abraça!: quem não se sente abraçado quando capta o aroma do cafezinho, bolinho, pãozinho, e todos os “inhos” saborosos que perfurmam a nossa casa e nos trazem lembranças queridas?

Quando esse ambiente doméstico se torna um espaço para o aprendizado das crianças, coisas fantásticas acontecem como a descobertas dos nomes, formas, texturas e sabores dos alimentos de verdade; o consumo diversificado nas refeições; a quebra do medo de experimentar o novo; a formação do paladar para os bons alimentos.

Além disso, o melhor ainda não contei: o ato de cozinhar com a minha querida Sofia é uma grande escola para a generosidade, a escuta do outro, o compartilhamento, o trabalho em equipe, o diálogo, o afeto.

Então, mãos à obra! Ou melhor, mão na massa!

Por – Rita Ribeiro 

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Por que o bebê está roxinho?

junho 24, 2016 0 comments
por que o bebê está roxinho?

Há 15 anos entro em salas de parto, como pediatra, para receber os bebês. Tantas coisas mudaram desde 2001… Isso porque, de cinco em cinco anos, especialistas de todo o mundo se reunem para atualizar as recomendações sobre a melhor forma de receber um bebê e, principalmente de ajudá-lo na transição entre um mundo aquático e um terrestre, caso seja necessário.

Uma coisa não mudou, a pergunta que mais ouço é “por que ele está roxinho?”, num tom de desespero, feita pelo pai ou pela mãe, aquele que tiver mais coragem de ouvir uma resposta, que eles imaginam ser ruim. E é sobre isso que vou falar e, também, de outros procedimentos pediátricos que acontecem na sala de parto.

Sim, os bebês nascem um pouco “roxinhos”, as vezes bastante “roxões”. Isso porque, dentro do útero, o ambiente é completamente diferente do nosso, o feto é um ser aquático que não faz a troca de gás carbônico por oxigênio igual fazemos aqui fora. Tudo isso vai mudar quando ele respirar pela primeira vez, mas nada muda de um segundo para o outro. Por isso, chamamos os primeiros minutos de vida de momento de transição. O bebê precisará de mais de 5 minutos para ter um quantidade de oxigênio no sangue parecida com a nossa. Por isso, há mais de 10 anos, aqueles especialistas que citei lá em cima, recomendam que não nos preocupemos com a cor ao nascimento. Se o bebê estiver bem, movimentando ativamente, chorando, é só darmos um tempinho que em breve ele estará rosinha.

Se o bebê e a mãe estiverem bem, vamos aguardar de 1 a 3 minutos para pinçar o cordão umbilical e cortá-lo em seguida. Principalmente no parto normal, alguns obstetras oferecem ao pai para que ele corte o cordão. Isso é de um significado sensacional, e nessas horas sempre me emociono. Enquanto a mulher está gestando, ela e o bebê são praticamente a mesma pessoa, e nos primeiros meses o bebê ainda não consegue fazer esta diferenciação. E mais tarde, por volta do final do primeiro ano e ao longo da vida, o pai terá esta importante missão, “separar” mãe-filho e mostrar para a criança o lugar de cada membro da família.

Durante os cinco primeiros minutos de vida do bebê, o pediatra dará duas notas que variam de 0 a 10, no 1o e no 5o minutos, chamado escore de Apgar, que avaliar a vitalidade ao nascer. Isso facilita a comunicação técnica, principalmente nos casos dos bebês que precisam de ajuda nesta transição. Uma nota maior que 7 é adequada, e é raríssimo uma nota 10. De qualquer forma, não se preocupem pois não conta para o ENEM.

O bebê não consegue conservar a temperatura da pele adequadamente, ainda mais neste momento, porque ele estará molhado pelo líquido amniótico. Por isso, o pediatra deve secá-lo e garantir que a temperatura da sala de parto esteja entre 23 e 26oC. Mas a melhor maneira de mantê-lo quentinho é o contato pele a pele com a mãe, se as condições clínicas dos dois possibilitarem isso, é claro. Além de manter o calor do bebê, o contato pele a pele favorece a amamentação que, se ocorre na sala de parto, já é um grande passo para que essa se estabeleça com sucesso.

De cada 10 bebês que nascem, um precisa de alguma ajuda nesta transição, e é por estes 10%, que o pediatra faz questão de estar em todas as sala de parto. O primeiro minuto de vida é chamado de “minuto de ouro”. No caso de o bebê precisar de ajuda para iniciar a respiração, o pediatra o levará para um berço aquecido e fará todos os passos padronizados mundialmente. É comum neste momento os pais ficarem agitados, querendo respostas. Tudo será devidamente explicado ao final do trabalho do pediatra, pois a prioridade no momento é garantir que o primeiro minuto de vida do bebê seja realmente dourado.

Outra preocupação é quando o bebê elimina mecônio (primeira evacuação) dentro da barriga da mãe. Tudo dependerá de como o bebê vai nascer. Ele tanto poderá ir para o colo da mãe quanto ir para o bercinho para receber cuidados especiais.

Outra situação que exige cuidados especiais é a de bebês prematuros, ou seja, menores de 37 semanas. Se for menor que 34 semanas, ele será levado ao berçário ou para o CTI para cuidados especiais. Abaixo dessa idade, é comum o bebê ainda não conseguir mamar, engolir e respirar ao mesmo tempo, e os pulmões podem ainda estarem imaturos.

Após um parto, que tudo correu bem para mãe e bebê, a partir de 24 horas do parto normal, e 48 horas do parto cesárea, a alta da mãe será avaliada pelo Obstetra e a do bebê pelo pediatra. Por mais que nossa casa seja muito mais confortável que o hospital, este tempo é necessário para certificarmos que tudo está bem e para tirar as dúvidas que forem surgindo.

Por – Ana Elisa

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Mãe é tudo igual?

junho 20, 2016 1 comment
maes - Mãe é tudo igual?

Dependendo do ângulo que olharmos, sim, pelo menos a maioria. Somos uma espécie de tribo. Gostamos de estar juntos, falar dos mesmos assuntos, trocar experiências. Quem mais se preocupa com o bem-estar dos filhos?  “Mãe é chata”, essa é a definição do meu filho. Bem, esse é um dos inúmeros adjetivos que ganhamos ao longo da nossa jornada. A minha resposta para ele é sempre a mesma: “Você ainda vai me agradecer por ser assim”.

Mas será que dá para ser uma mãe legal, sem ser chata? E o que é ser mãe legal? Deixar o filhote comer as guloseimas quando o prato de verduras está gritando para ser devorado?

É, se isso é ser mãe legal, estou muito longe desse ideal.  Repito cem vezes se for preciso: “Vai tomar banho!”;”Já escovou os dentes?”; “Não esquece de levar o casaco!”. O repertório é grande. Às vezes, gostaria que as minhas preocupações fossem essas, tão efêmeras, sem consequências maiores. Os filhos crescem e as preocupações, idem. Quem é mãe já ouviu isso, uma dezena de vezes.

Um sentimento ambíguo me invade. Ao mesmo tempo em que zelo pelo bem-estar do meu filho, pelo seu crescimento saudável, sou eu mesma que terei que dar forças a ele para ser um homem seguro, capaz de tomar suas próprias decisões.  Será que serei capaz? Ainda me deparo com pensamentos que o terei assim, um menino que precisa de mim para tudo. Mas em um determinado tempo, suas necessidades serão outras, seus amores serão outros. É um aprendizado para o futuro. Imaginei que apenas iria ensinar ao meu filho, hoje sei que ainda tenho muito o que aprender.

Por – Cris Miranda

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O Pai

junho 2, 2016 1 comment
o pai

Nossa cultura definiu que determinados comportamentos são exclusivos de homens e outros de mulheres. Há não muito tempo, o pai era inacessível aos filhos. Cabia a ele o papel de provedor da casa, e os cuidados com as crianças ficavam a cargo das mães.

Porém, o masculino e o feminino não cabem em definições tão rígidas e nos reservam uma gama muito maior de experiências e possibilidades. A cada geração os homens têm demonstrado maior interesse em participar ativamente da criação dos filhos, se mostrando mais curiosos e atentos quanto aos mistérios e desafios que consistem a criação do sujeito humano.

Hoje, o pai também dá o banho, coloca para dormir, acompanha no dever de casa, participa das reuniões da escola etc. estreitando, assim, o vínculo com seu filho. Isto é muito importante, visto que o pai (ou alguém que desempenhe essa função) é uma referência estruturante fundamental para a criança, ajudando no processo natural e saudável de desapego da mãe, reforçando comportamentos e atitudes, estruturando o espaço da criança, ajudando na construção de sua autonomia e contribuindo para a transmissão de normas e valores culturais.

Contudo, na contemporaneidade, nos vemos diante de muitos imperativos, como o da felicidade constante, do consumo do excesso e da busca pelo sucesso, que nos colocam diante de um impasse entre ter e ser. Frente a essa situação, devemos refletir como nossos valores, escolhas e posições poderão influenciar na formação de nossos pequenos.

Estas e outras questões serão temas de nossos encontros, onde conversaremos sobre as emoções, dúvidas, alegrias e expectativas que envolvem esse laço profundo entre pais, mães e filhos. Espero vocês!

Por Léa Nemer

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