Simplifique a gestão do seu orçamento familiar

Rodrigo Mazzei setembro 24, 2019 0 comments 73 Visualizações
Orçamento familiar

Já parou para pensar que passamos a vida correndo atrás de dinheiro para tentar melhorar nossa qualidade de vida? Claro que o conceito de qualidade de vida é etéreo, cada um tem o seu. Outro ponto importante é que nossa capacidade de gerar renda geralmente tem limites. Profissionais liberais, por exemplo, possuem um número máximo de horas a serem vendidas. Profissionais celetistas e servidores públicos também.

Atividades empreendedoras normalmente permitem aumentar a renda, mas nada é garantido para a eternidade. Portanto, se pensarmos que nosso orçamento pode ser sempre melhorado aumentando a renda, vemos que essa opção por vezes é bastante limitada. Logo, se faz necessário uma boa gestão do lado dos gastos, buscando otimizar para usar os recursos com eficiência.

Estando organizado, itens como ampliação do seu patrimônio, a organização das finanças, o endividamento, a viagem com a família, a educação dos filhos, a compra de um imóvel, a aposentadoria, a sucessão, os investimentos, as metas para o ano que vem ou outro bem mais para frente ficarão mais fáceis de serem atingidos.

A proposta dessa vez é falar de um método simples que pode ser imediatamente aplicado. O método dos potes. A proposta é dividir o orçamento doméstico em três grandes áreas: segurança financeira, padrão de vida e independência financeira.

No primeiro pote devemos colocar os recursos para nossa proteção financeira e garantia de padrão de vida, mesmo que aconteçam imprevistos. É comum vermos histórias de pessoas e famílias que perderam tudo por não terem um plano de saúde, uma reserva de emergência ou seguros bem dimensionados. Entendemos que não estamos pensando apenas na parte financeira nesse item, mas também nas pessoas que amamos. Por mais que tenhamos um orçamento organizado e bom patrimônio imobilizado, uma emergência de saúde pode levar embora o que foi conquistado.

Por isso, planos de saúde e seguros de doenças graves são itens muito importantes em um planejamento financeiro. Outro aspecto está relacionado a itens como gastos extras ou imprevistos, perda repentina de renda, prejuízos inesperados, ajuda emergencial a entes queridos, dentre outros. Para esses casos recomenda-se a chamada Reserva de Emergência. Ela se destina a suprir a necessidade de liquidez imediata em casos como esses. Assim evita-se pagar uma das despesas mais caras que existem: o aluguel do dinheiro, mais conhecido como taxa de juros de empréstimos.

O senso comum entre os especialistas é manter entre 3 e 12 meses das despesas fixas mensais em aplicações de liquidez imediata, de fácil acesso e sem volatilidade ou riscos. A escolha desse tempo vai variar de acordo com o perfil da pessoa ou família. Já os seguros de vida, hoje bastante modernos, permitem atender diversos perfis de pessoas: profissionais liberais e chefes de família por exemplo, devem pensar em como os dependentes continuariam vivendo em caso de falta repentina ou afastamentos laborais causados por doenças ou invalidez.

No segundo pote geralmente é concentrada a maior parte do nosso orçamento. Incluímos nele as despesas relacionadas ao padrão de vida, tais como: moradia, transportes, alimentação, estudos, vestuário, lazer, hobbies e sonhos. Normalmente a maior fuga de recursos das famílias acontece nesse item. Recomenda-se de tempos em tempos revisar o que está sendo gasto, se realmente as despesas desse item estão adequadas ao padrão de renda ou se estão ocorrendo muitos desperdícios e gastos supérfluos.

Aqui também podem ser feitos potes intermediários para poder fazer pequenos planos financeiros: aplicações para viagens e férias planejadas, para troca de carro, para reforma da casa, para chegada do bebê, festas e comemorações etc. Dessa forma é possível planejar os desejos, ajustar as aplicações conforme o prazo de realização e a capacidade de poupança. Evita-se dessa forma, gastar por impulso e comprometer orçamento futuro que poderá fazer falta em alguma outra área das obrigações financeiras.

Recomenda-se começar as aplicações desse item após o primeiro pote estar resolvido, com reserva de emergência e proteções financeiras adequadas ao perfil. Sabemos que para construir uma boa casa devemos ter uma fundação sólida.

O terceiro pote é dedicado ao projeto de independência financeira e geração de renda passiva. Você já decidiu o que deseja fazer depois dos 60 ou 70 anos? Ou pretende parar de trabalhar mais cedo? Então vale a reflexão: o que está fazendo desde já para atingir seu objetivo? Ainda não tem um? Pois saiba que quanto mais cedo se começa a poupar para o futuro, mais fácil fica para você.

Os próprios juros, lucros e dividendos gerados por seus ativos podem ser reaplicados a fim de gerar um crescimento exponencial. E o tempo é o principal fator de sucesso nesse item. Planeje-se desde já. Chame seu parceiro para discutir ideias e visualizar possibilidades, para pensar com clareza e decidir com segurança. O método dos potes ajudará muito nesse sentido, em qualquer fase da vida financeira que estiverem.

Quem planeja tem futuro, quem não planeja tem destino.