O Pai

junho 2, 2016 1 comment 1172 Visualizações
o pai

Nossa cultura definiu que determinados comportamentos são exclusivos de homens e outros de mulheres. Há não muito tempo, o pai era inacessível aos filhos. Cabia a ele o papel de provedor da casa, e os cuidados com as crianças ficavam a cargo das mães.

Porém, o masculino e o feminino não cabem em definições tão rígidas e nos reservam uma gama muito maior de experiências e possibilidades. A cada geração os homens têm demonstrado maior interesse em participar ativamente da criação dos filhos, se mostrando mais curiosos e atentos quanto aos mistérios e desafios que consistem a criação do sujeito humano.

Hoje, o pai também dá o banho, coloca para dormir, acompanha no dever de casa, participa das reuniões da escola etc. estreitando, assim, o vínculo com seu filho. Isto é muito importante, visto que o pai (ou alguém que desempenhe essa função) é uma referência estruturante fundamental para a criança, ajudando no processo natural e saudável de desapego da mãe, reforçando comportamentos e atitudes, estruturando o espaço da criança, ajudando na construção de sua autonomia e contribuindo para a transmissão de normas e valores culturais.

Contudo, na contemporaneidade, nos vemos diante de muitos imperativos, como o da felicidade constante, do consumo do excesso e da busca pelo sucesso, que nos colocam diante de um impasse entre ter e ser. Frente a essa situação, devemos refletir como nossos valores, escolhas e posições poderão influenciar na formação de nossos pequenos.

Estas e outras questões serão temas de nossos encontros, onde conversaremos sobre as emoções, dúvidas, alegrias e expectativas que envolvem esse laço profundo entre pais, mães e filhos. Espero vocês!

Por Léa Nemer

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