Afinal, o que é depressão pós-parto?

novembro 22, 2016 0 comments 902 Visualizações
depressão pós-parto

Depois de meses de preparação e expectativa, finalmente o bebê nasceu! Tudo deveria ser alegria e encantamento, não é mesmo? Porém, para algumas mamães, a realidade é diferente. Trata-se da depressão pós-parto.

Você conhece o problema? Sabe quais são as causas? Tem ideia de como ajudar a mãe durante essa situação? Então continue a leitura que vamos tentar te ajudar a esclarecer essas dúvidas!

Causas da depressão pós-parto

Não existe um único fator que cause a depressão pós-parto. Sabe-se que a condição é provocada por fatores físicos, emocionais e relacionados ao estilo de vida. Entenda:

Fatores físicos:

Durante a gestação, o corpo da mulher sofreu inúmeras alterações, inclusive hormonais. Após o parto, ocorre uma queda dramática na produção de hormônios como estrogênio e progesterona.

O resultado é uma sensação de tristeza e cansaço. Alterações de humor também podem ser resultado de mudanças no volume de sangue, pressão arterial, metabolismo e até do sistema imunológico.

Fatores emocionais:

Os primeiros dias ou meses do bebê podem ser exaustivos: estresse, preocupação, pressão psicológica, privação de sono. A mãe pode ter a sensação de que perdeu completamente o controle da própria vida.

Todos esses sentimentos, somados à insegurança de quem quer acertar nos cuidados com o filho mas nem sempre sabe exatamente como fazer isso, podem deixar a mãe vulnerável à depressão.

Fatores relacionados ao estilo de vida:

Como se as pressões naturais da situação não bastassem, muitas mulheres lidam com dificuldades adicionais: problemas com a amamentação, ciúme dos outros filhos (e em alguns casos, até do marido!), falta de apoio ou dificuldades financeiras.

Sintomas

Embora os sinais de uma possível depressão pós-parto sejam muitos, é comum a mulher não percebê-los. Por isso, a família ― especialmente o pai ― precisa ficar atenta e reconhecer os sintomas. A mulher pode sentir:

  • tristeza constante, especialmente de manhã ou à noite;
  • sensação de culpa, como se fosse responsável por tudo que acontece de errado;
  • falta de paciência e irritabilidade;
  • vontade de chorar sem motivos “justificáveis”;
  • desânimo e pessimismo;
  • cansaço permanente, mesmo após períodos de descanso;
  • ansiedade em relação ao bebê, necessidade constante de se certificar com profissionais de saúde de que ele realmente está bem;
  • sensação de incapacidade para lidar com questões cotidianas;
  • temor infundado de possuir doenças graves;
  • dificuldade para se divertir;
  • perda do bom humor;
  • falta de concentração;
  • problemas com a formação de vínculo com o bebê ― sensação de que ele não é seu filho;
  • vontade de fugir ou desaparecer.

Como ajudar

Caso reconheça esses sinais em sua esposa ou companheira, ela precisará de ajuda. Em vez de pensar que ela não ama o bebê ou não se preocupa com ele, entenda que esse é um problema que necessita de tratamento médico. Portanto:

  • Como pai, procure amenizar os fatores ambientais que podem causar ou agravar o problema. Tente administrar a relação com outros filhos, dividir as responsabilidades com a casa, etc. Aliviar a sobrecarga da mãe pode ser um bom começo.
  • Demonstre reconhecimento pelo trabalho que ela faz. Diga a ela que você sabe do esforço que ela tem feito para manter a casa em ordem e o cuidado com os filhos, incluindo o bebê.
  • Mesmo que você seja o provedor financeiro da casa e passe o dia trabalhando fora e ela não, reveze nos cuidados com o bebê. Além de um alívio para a mãe, o pai que cuida cria um vínculo com seu filho e tem a chance de um relacionamento profundo com ele.
  • Reserve um tempo semanal na agenda para cuidar do bebê enquanto sua companheira tem um horário só para ela. Pode ser para sair e conversar com uma amiga ou fazer as unhas. Espairecer é importante.
  • Demonstre que você ainda a considera atraente como mulher. É importante que ela não perca essa dimensão da própria vida.
  • Procure ajuda médica imediatamente. O profissional saberá avaliar se há necessidade de medicamentos ou alguma terapia específica para a solução do problema.

A depressão pós-parto é preocupante, mas saber como lidar com a situação pode garantir a solução do problema e proporcionar momentos de realização e felicidade para a família!

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