A febre na infância

Julia Bonn julho 25, 2019 0 comments 248 Visualizações
febre na infância

Olá gente, tudo bem? Hoje vou falar sobre um tema que apavora os pais e cuidadores: a FEBRE!

A preocupação é tão grande que já existe até um termo: “febre-fobia”.  Obviamente que não temos que subestimar os sinais e sintomas que os pimpolhos apresentam, mas é importante dar o peso correto às coisas. Será que a febre é uma coisa tão ruim? Repitam comigo: Febre não é nenhum bicho-papão! Ela nada mais é que um sinal de um ótimo funcionamento do sistema imunológico do seu filho (pasmem!) e possui um importante papel no combate a infecção.

A febre é um problema tão comum que pelo menos dois terços das crianças farão uma visitinha ao pediatra por causa de uma doença febril aguda antes de completarem os três anos de idade. Então é bom você ir acalmando seu coração até que este momento chegue.

Antes de seguirmos com o assunto vamos à definição de febre; como há inúmeras variáveis que afetam a temperatura corpórea não há um valor especifico para sua definição, mas uma temperatura axilar maior que 37,5ºC já um valor que merece atenção.

O tratamento da febre é uma obsessão para a maioria das pessoas, como se ela fosse uma doença, e não um sintoma. A maioria dos pais acha que a temperatura subirá indefinidamente e causará danos cerebrais e até morte. Acontece que a maioria dos efeitos da febre é inofensiva, transitória e tratável. Então porque tratamos? Ora, para aliviar o desconforto da criança! É muito comum que os pequenos guerreiros fiquem mais prostrados, quietinhos e sem fome.

Vale lembrar que o mais importante não é o valor da temperatura, mas o quão doente a criança se encontra. Existem inúmeros fatores desencadeantes que variam desde um processo infeccioso (mais comum) até um evento neoplásico, traumático e imunológico. Observar todos os sinais associados e reporta-los ao pediatra ajudará a elucidar a causa, e, portanto, tratar corretamente.

Independentemente da causa é fundamental manter o bem estar do seu filho, hidratá-lo bastante e observar. Banhos mornos, roupas leves e repouso são importantes aliados. Os antitérmicos devem ser utilizados com cautela (e sempre sob prescrição médica). Deixe o trabalho duro (investigar o motivo da danada) com o seu pediatra.