Arquivos do autor
Fernando Dias

Fernando Dias

Administrador de Empresas, pai da Duda e da Gabi. Uma pessoa comum, compartilhando sua experiência como pai!

O Pai

Fernando Dias junho 2, 2016 1 comment
o pai

Nossa cultura definiu que determinados comportamentos são exclusivos de homens e outros de mulheres. Há não muito tempo, o pai era inacessível aos filhos. Cabia a ele o papel de provedor da casa, e os cuidados com as crianças ficavam a cargo das mães.

Porém, o masculino e o feminino não cabem em definições tão rígidas e nos reservam uma gama muito maior de experiências e possibilidades. A cada geração os homens têm demonstrado maior interesse em participar ativamente da criação dos filhos, se mostrando mais curiosos e atentos quanto aos mistérios e desafios que consistem a criação do sujeito humano.

Hoje, o pai também dá o banho, coloca para dormir, acompanha no dever de casa, participa das reuniões da escola etc. estreitando, assim, o vínculo com seu filho. Isto é muito importante, visto que o pai (ou alguém que desempenhe essa função) é uma referência estruturante fundamental para a criança, ajudando no processo natural e saudável de desapego da mãe, reforçando comportamentos e atitudes, estruturando o espaço da criança, ajudando na construção de sua autonomia e contribuindo para a transmissão de normas e valores culturais.

Contudo, na contemporaneidade, nos vemos diante de muitos imperativos, como o da felicidade constante, do consumo do excesso e da busca pelo sucesso, que nos colocam diante de um impasse entre ter e ser. Frente a essa situação, devemos refletir como nossos valores, escolhas e posições poderão influenciar na formação de nossos pequenos.

Estas e outras questões serão temas de nossos encontros, onde conversaremos sobre as emoções, dúvidas, alegrias e expectativas que envolvem esse laço profundo entre pais, mães e filhos. Espero vocês!

Por Léa Nemer

Clique aqui e faça sua inscrição no curso “Vou ser Pai. E agora?” um curso inovador, com dicas e informações para o Pai de Primeira Viagem.

A descoberta

Fernando Dias maio 27, 2016 1 comment
a descoberta

Acho que a descoberta de que seremos mães é um dos momentos mais belos da vida! Depois dessa explosão de felicidade, vem o medo! Um nó no estômago, um aperto no coração e muitas dúvidas. As primeiras são em relação a nós mesmas: vamos dar conta? Será que tenho todas as habilidades que me colocam nesta classe tão especial, mas ao mesmo tempo tão diferente?

Muitos dizem que tem mulher que “nasceu” pra ser mãe. Ledo engano! A gente aprende. Passo a passo, dia após dia, entre erros e acertos. E, assim, vamos nos moldando. Uma descoberta infinita entre choros, sorrisos, cansaço, mas um amor que cresce lentamente, segundo após segundo. Cada fase é uma descoberta, um mergulho em um universo até então desconhecido.

Foi assim comigo.  Grávida e com muito medo! A separação veio antes do que eu pensava, aliás, não pensava. Sou daquelas mulheres que tinham a certeza de amor eterno. Sou do tipo que é mãe e pai ao mesmo tempo. Mas entendo que cada um tem que assumir seu papel, pois é importante pra criança. Criança precisa das referências, por mínimas que sejam. O meu medo, aos poucos, foi me encorajando a assumir meu papel de mãe. O melhor papel de minha vida! E o mais difícil e complexo!

Os primeiros meses com o filho formam enchentes de emoções. Noites mal dormidas ou nem dormidas, ficam no esquecimento quando dia após dia temos a certeza de que nosso bebê está bem. É uma descoberta mútua. Mãe e filho se reconhecendo como portos seguros. Nada no mundo supera isso, e levamos isso pra vida toda! Uma descoberta infinita!

Por Cris Miranda

Clique aqui e faça sua inscrição no curso “Vou ser Pai. E agora?” um curso inovador, com dicas e informações para o Pai de Primeira Viagem.

Sala de parto: que lugar é este?

Fernando Dias maio 25, 2016 0 comments
sala de parto

Há 15 anos entro em salas de parto, como pediatra, para receber os bebês. E é lógico que minha percepção é bem diferente do começo da minha a

tividade e também da percepção dos pais. É bom que seja assim, afinal estou ali a trabalho e, na medida do possível, devo deixar a emoção de lado, para atingir o máximo de eficiência.

Vocês vão entrar num ambiente cheio de regras, que são extremamente necessárias. A sala de parto é um ambiente cirúrgico, com risco de contaminação, onde uma vida nova vai chegar. Todo cuidado é pouco… Alguns pais ficam receosos de entrar no bloco obstétrico. Só posso dizer, que é um momento incomparável, e o receio é muito mais baseado em mitos do que na realidade.

Como vocês não entram todos os dias nesse ambiente cheio de regras, e ainda estão lá para esperar seu filho, a sensação provavelmente será de ansiedade, nervosismo e apreensão. Calma!!! Quando o bebê nascer tudo isso vai se dissolver e fazer com que vocês presenciem um dos momentos mais bonitos da vida.

Porém, as pessoas que vocês vão encontrar lá dentro estão totalmente habituadas com as regras do lugar, e estão no ambiente delas. Assim, vocês verão elas agindo de forma muito casual e isso não quer dizer desatenção.

A cama que a gestante vai estar deitada é uma maca, uma cama estreita para que o médico fique bem próximo e facilite as manobras necessárias.

O local por onde o bebê vai nascer ou onde será cortado estará isolado com um pano estéril, que chamamos “campo”. As roupas dos médicos envolvidos no procedimento também são estéreis. A roupa das outras pessoas no bloco obstétrico (anestesista, enfermagem) serão como a sua, uma roupa limpa de bloco não estéril. Além disso, todos estarão de máscara e touca. O pai ou acompanhante ficará ao lado da mulher, sem acesso visual à cirurgia. E lá ele deve permanecer para evitar contaminação dos campos.

Além disso, vocês vão encontrar um foco de luz gigante para iluminar bem os locais onde o obstetra deve avaliar com atenção. Em alguns casos, ele poderá optar por deixar o ambiente na penumbra, para melhor conforto do bebê. Mas ele tem que ter segurança para fazer isso, e é claro que isso depende de cada caso.

O obstetra pode optar por usar um bisturi elétrico, que cauteriza os tecidos. Assim, você pode sentir um cheiro de queimado. Não se desespere, não é um incêndio, está tudo sob controle.

Ele também pode usar um aspirador para sugar o sangue, o líquido amniótico e deixar o campo cirúrgico mais sequinho para quando o bebê nascer.

A gestante fica o tempo todo monitorada. E uma pequena TV mostra a freqüência cardíaca, a oxigenação, a pressão. Esse monitor fica apitando frequentemente, e muitas vezes é para avisar que o sinal não está sendo bem captado. Ou seja, um problema técnico extremamente fácil de solucionar. Relaxe em relação a estes barulhos e pare de ficar olhando para o monitor. O anestesista está lá pra ver isso.

Falando da anestesia, ela serve para tirar a dor, mas outras sensações são preservadas. Na hora que o bebê está sendo expulso (termo médico para o nascimento no parto normal) ou sendo retirado na cesárea, a mulher vai apresentar sensações diferentes, mas não dor. Anestesia geral, aquela que a pessoa fica sedada e inconsciente, é usada em raras exceções na sala de parto. O obstetra conhece bem as indicações deste tipo de anestesia, e vai indicar caso haja necessidade. Portanto, a mãe, ficará acordada durante todo o procedimento, aguardando para ver a carinha do bebê.

Outra coisa que pode preocupar os pais é o uso do fórceps. Forceps é um instrumento cirúrgico, que parece com duas colheres do tamanho de um antebraço. Ele é indicado no final do trabalho de parto, quando o feto está tendo dificuldades para terminar de descer ou as contrações que vinha bem, diminuíram. Quando bem indicado e utilizado, pode salvar a vida de um bebê. Portanto, se seu médico indicou o forceps no final da expulsão do bebê, confie nele, ele está fazendo o melhor.

Como eu disse inicialmente, tudo o que acontece na sala de parto (de bom e de ruim) já foi vivenciando inúmeras vezes pelos profissionais que estão lá. Então, confie nos profissionais que você escolheu, tente vivenciar bem este momento super especial, foque na mulher e no bebê que vai chegar. Despreocupe do ambiente.

No próximo texto vou falar do momento do nascimento, da chegada do bebê sob o ponto de vista dos pais e do pediatra….

Por Ana Ribeiro

Clique aqui e faça sua inscrição no curso “Vou ser Pai. E agora?” um curso inovador com dicas e informações para o Pai de Primeira Viagem.

728x90 - Sala de parto: que lugar é este?

Mãe-nutricionista. E agora?

Fernando Dias maio 16, 2016 0 comments
mãe-nutricionista

Eu me chamo Rita e sou Nutricionista. Há 15 anos leciono Nutrição, e nos últimos 6, sou docente do curso de Nutrição da Universidade Federal de Minas Gerais. Nesses anos tive muitos desafios profissionais mas, aqui nesse espaço, escreverei sobre o meu maior desafio: ser mãe da Sofia, hoje com 4 anos, e ao mesmo tempo, mãe-nutricionista.

Sofia veio para me provar que toda minha bagagem técnico-científica em muitas vezes (melhor dizer, em grande parte das vezes) não se aplica na diária tarefa de moldar os bons hábitos alimentares.

No início eu acreditava que seria perfeitamente tranquilo aplicar a teoria na prática. Mas, o que eu ignorava (na realidade, queria esquecer para facilitar a tarefa) era o fato de que comer não é apenas o ato de ingerir alimentos, e sim uma soma de preferências, sensações, emoções, sabores, sentimentos. E para a criança não é diferente. É um mundo novo, são descobertas de texturas e significados.

E para nós, mães e pais, é um desafio que nos transforma em malabaristas e formuladores de estratégias (muitas vezes surreais!) na tentativa de fazer nossos filhos comerem de forma saudável.

Periodicamente compartilharei a saga da construção dos hábitos alimentares, que considero saudáveis, da Sofia, e refletir com vocês o que podemos fazer para formar futuros adultos mais conscientes de suas escolhas alimentares.

Por Rita Ribeiro

Clique aqui e faça sua inscrição no curso “Vou ser Pai. E agora?” um curso invoador com dias e informações para o Pai de Primeira Viagem.