6 dicas para criar seu filho sem preconceitos

Avatar janeiro 17, 2017 0 comments 2665 Visualizações
criar seu filho sem preconceitos

Educar um filho para lidar com as diferenças e respeitar a diversidade é um trabalho complexo que deve iniciar-se nos primeiros anos de vida da criança.

Por isso, os pais de primeira viagem precisam ser proativos ao ensinar valores para que os pequenos entendam o que é preconceito e por que é errado praticá-lo.

Quer saber o que você pode fazer para criar filho sem preconceitos? Confira a lista que preparamos para ajudá-lo nessa tarefa!

1. Incentive o contato com a diversidade

Nos primeiros meses de vida, um bebê é capaz de diferenciar as pessoas por sua cor de pele. Mas é a partir dos três anos que podem começar a criar vínculos com outras crianças, baseados nas características em comum.

Seu papel é tirá-lo da zona de conforto antes que comece a criar juízos de valor negativos sobre quem é diferente dele. Logo, você deve incentivá-lo a conviver com a diversidade, pois muito do que seu filho absorve vem das experiências vivenciadas diariamente.

Se você só se relaciona com pessoas de um mesmo perfil, parecido com o seu, pode levá-lo a entender que é assim que ele deve proceder. Para evitar isso, participe de atividades e compromissos em que seu filho veja que você se relaciona da mesma forma com quem é diferente.

Outra dica é matriculá-lo em instituições de ensino que acolham a diversidade, além de atividades coletivas que unam crianças de diferentes grupos étnicos e raciais para alcançarem objetivos comuns.

2. Seja didático

Por não saber qual a maneira mais apropriada de abordar o assunto, há pais que preferem evitá-lo. No entanto, tratá-lo como tabu não é o melhor caminho.

Para tornar essa tarefa mais fácil, seja didático ao explicar por que as pessoas são diferentes. Uma boa forma de fazer isso é estabelecer relações com a natureza ou através de objetos.

Mostre aos seus filhos que, assim como animais, plantas e objetos de variados tamanhos e cores, as pessoas também possuem diferenças. A ideia é ilustrar que, apesar de terem diferentes aparências, elas são e merecem ser tratadas de forma igualitária.

3. Não reproduza preconceitos de gênero

Assim como todo preconceito reproduzido, seus filhos só vão diferenciar se uma brincadeira é de menino ou menina se alguém disser a eles. Esse é um impulso ao qual a maioria dos adultos não resiste, por medo de que isso possa influenciar a orientação sexual da criança.

Cabe a você, no entanto, dar liberdade para que seu filho escolha como quer brincar. Fazendo isso, ele poderá aprender a desmistificar estereótipos de gênero.

A divisão de tarefas é uma ótima maneira de ilustrar essa relação, mostrando a eles que não é só responsabilidade da mulher executar tarefas domésticas ou cuidar dos filhos.

4. Ensine o respeito pelas religiões

Preconceitos baseados na religião não são diferentes de outras formas de discriminação, logo, a melhor maneira de combatê-los é desconstruindo estereótipos. Portanto, sempre que tiver a oportunidade, diga ao seu filho que existem variadas religiões e que ele deve respeitá-las.

Mostre como as pessoas se relacionam com suas crenças e conte histórias que ajudem a compreender essas relações. Contar com a ajuda de livros infantis é sempre um ótimo recurso.

5. Trabalhe a autoconfiança do seu filho

Quando seu filho tem uma boa imagem de si próprio, ele é menos propenso a discriminar grupos com os quais não se identifica. Comportamento que é muito comum entre crianças inseguras, que encontram nessas ações uma forma de provar seu valor diante de quem elas julgam diferente.

O melhor a ser feito é fazê-lo perceber suas próprias qualidades, e incentivá-lo a também valorizar os atributos positivos em outras crianças.

6. Ensine-o a lidar com o preconceito

Se o seu filho for vítima de preconceito ou testemunhar alguém praticando discriminação, é importante que ele saiba lidar com a situação. Explique que ele não deve responder com violência, mas por meio do diálogo.

“Não me chame assim, é errado” ou “você não gostaria de ser chamado assim e eu também não” são exemplos de como ele pode se posicionar.

Agora que você já sabe como criar filho sem preconceitos, não esqueça de comentar o que achou do artigo!

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